terça-feira, 17 de abril de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo...

    Como seria incrível ter poder sobre o tempo.
    Ter a magnífica capacidade de avançar, de voltar e de parar o tempo com nossos próprios pensamentos.
    Para quando eu avançaria?  Com certeza para daqui a alguns dez anos. Veria o que estaria fazendo, se estaria junto com quem eu planejo no presente. Saberia se minhas decisões do passado teriam as consequências imaginadas.
    E por falar em consequências, provaria se toda causa realmente possui a sua.
    E por que não dizer que cada causa possui sua causa²? Pois se pensarmos realmente sobre isto, é assim que é, SEMPRE! É como uma sequência. Fazemos uma coisa hoje, daqui a algum tempo acontece algo que se refere a coisa feita e depois outra coisa, e assim vai. (Se é que você me entende!)
    Voltando à questão de poder sobre o tempo, voltaria para fatos históricos de minha vida. Voltaria ao dia em que nasci, para ver a felicidade de toda minha família, com uma coisinha tão pequenininha (apesar de minha mãe dizer que eu era grande!). Voltaria também para ver meu avô e eu, brincando de 'balança caixão' na sala. Voltaria àquelas centenas de noites do pijama com as minhas melhores amigas. Voltaria para junto de minha irmã, nos veria montando a casa da Barbie e brincando o dia todo.  Voltaria para todas as minhas viagens de férias com meus primos e com a família toda reunida, transparecendo calma e que a vida era, sim, maravilhosa e sem preocupações. Seria tão bom, tão acalmador!
    Ao mesmo tempo, acho que não seria tão bom poder fazer tudo isso (fato que comprova minha bipolaridade!). Assim, não aceitaríamos as coisas como são. A vida, principalmente!
    Me desculpe se só fiz um nó maior em suas ideias, mas as vezes isso é bom. Faz repensarmos sobre a vida e porquê estamos aqui e é o que eu mais gosto de fazer!
    Obrigada por ler mais um desabafo meu!
    Bá Pianca - A Mexeriqueira Azul

    Ps:. Um beijo enorme para todas as pessoas que fizeram parte do meu passado e um abraço muito especial para meu primo, Du, a inspiração de meu texto!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Te amo


“É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chopp é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário, quando se vê de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Nessas horas é que se vê o verdadeiro amor, aquele que é companheiro, que quer o bem acima de qualquer coisa. E é esse o amor que dura pra sempre. Na verdade esse é o único que pode ser chamado amor!” (Autor Desconhecido)

Eu te amo MEU amor!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sem título

   O que eu espero pra mim? Nem ao menos eu sei. Sei mais o que espero para os outros e mesmo assim não sei.   Me surpreendo com a minha capacidade para inúmeras coisas. Me surpreendo com a frieza das pessoas. Me surpreendo como muitos não enxergam seus próprios defeitos.   Não sei mais o que fazer, não sei mais quem eu sou e com qual objetivo fui colocada no mundo. Para sofrer? Para querer desistir? Para ter de retirar muitas pedras do meu caminho e só assim chegar em algum lugar? E por falar de pedras, parece que elas nunca acabam. Quando uma enorme consegue ser removida, aparece outra maior ainda. E ai? E ai eu olho pro espelho e sabe o que acontece? Eu simplesmente não me reconheço.   Acho que no nosso DNA deveria vir também boa parte da garra e objetividade de nossos pais e avós. Quando os observo vejo que perto deles não sou nada, sou menos que um grão de areia. Também vejo que meus problemas perto dos deles são pedrinhas minúsculas. E isso me desanima ainda mais. Pois se estou fraca, a um fio de desistir agora, não consigo imaginar como estarei a algum tempo.
    Bárbara Pianca (20 / nov / 2011 - Uma fase nada agradável da minha vida)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Reflexões

“ Refletindo assim, eu queria mesmo ter o poder de voltar no tempo. Mas depois voltar de volta, se é que você me entende. Queria voltar e mudar algumas coisas, e voltar de novo, pra ver como eu estaria hoje e como tudo estaria diante de mim. Mudanças são necessárias, só que tenho preguiça de mudar, de me adaptar novamente ” (Bárbara Pianca)

Não preciso de mais nada...

domingo, 8 de abril de 2012

Fases de Faces...

Esse texto surgiu primeira e principalmente de observações, nada além disso. Faces podem ser verdadeiras, ou incertas ou mesmo misteriosas. Assim como as faces, os sorrisos têm as mesmas características. Mas meu objetivo não é caracterizar faces e sorrisos. Pode-se dizer que sim, mas não é só isso. Conheci uma pessoa há uns dezoito anos (apesar de ela mesma me dizer que nós nos conhecemos há muito mais tempo que isso, além desta vida para ser mais clara), e venho convivendo com ela por todo esse tempo. Mesmo assim, mesmo achando que a conheço como a palma da minha mão, outro dia percebi que não a conhecia completamente, ou talvez uma face dela era um tanto obscura para mim. Seus sorrisos. Seus inúmeros sorrisos são incríveis. Um completamente diferente do outro. Semelhantes, mas não iguais. Até então, acreditava que as pessoas só possuíssem um sorriso, o de alegria, é claro. Mas quando dei por mim, estava disfarçando meu olhar à ela. Podendo, assim, ver as incontáveis faces de um sorriso. Ela (ou ele) tem um sorriso encantador, um sorriso contagiante, um para cada sentimento, ou um sentimento para caca sorriso. Tem o dom de, mesmo bravo, estampar um sorriso no rosto. Tem o dom de dando uma notícia triste, ser acompanhado de um sorriso que acalma. Seus lábios sorriem, seus olhos sorriem, seu rosto sorri por completo. Só queria ter herdado esse seu talento. O talento de sorrir. O talento de estar sorrindo a todo momento. Obrigada por iluminar todos os meus dias com seus sorrisos, meu amigo, meu herói. Meu Pai! Te amo, e muito! Um enorme beijo à todos, principalmente ao meu querido e amado pai. Bárbara Pianca - A Mexeriqueira Azul

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Antes Que Eu Vá (parte 1)


"  - Kent. - Enrolo os dedos no colarinho da camisa dele. Independente de quanto ele esteja próximo, não é o suficiente. - Você alguma vez sente medo de dormir? Medo do que vem depois?
   Ele dá um sorriso triste, e juro que é como se ele soubesse.
   - Às vezes tenho medo do que estou deixando para trás - ele diz.
   Nós nos beijamos outra vez, nossos corpos e bocas se movendo juntos de forma tão coordenada que é como se nem estivéssemos nos beijando, apenas pensássemos em nos beijas, em repirar, tudo certo, natural, inconsciente e relaxado, uma sensação não de tentaiva, mas de completo abandono, de deixar rolar, e exatamente ali e naquele instante o impensável e impossível acontece: o tempo para afinal de contas. O tempo e o espaço retrocedem e explodem como se o universo se expandisse eternamente, deixando apenas a escuridão e nós dois em seu perímetro, escuridão, respiração e toque." (Antes Que Eu Vá - Lauren Oliver)